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2017-08-31

qualquergram 2017-08-30

#nuvemnave #navenuvem #cloudspaceship #20170830 #qualquergram #avenidadapraia #urbanlandscape #paisagemurbana #barreirovelho via Instagram @qualquerjanela

2016-08-07

qualquergram 2016-08-06


#roadsigns #sinaisdetransito #urbanlandscape #paisagemurbana #20160806 #qualquergram #Barreiro http://ift.tt/2aD5pXe via Instagram @qualquerjanela

2016-06-07

Coloragfa - Sebastopol

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Coloragfa "Sebastopol": me, an yellow analog synthesizer and the rhythm of my drumMathilde (May 2016; direct audio recording)
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https://soundcloud.com/coloragfa


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This music is licensed under a Creative Commons License 4.0 International [CC BY-NC-ND 4.0]: Attribution – Non Commercial – No Derivatives.

coloragfa - Sebastopol

[fotografia: margem do rio Coina, em Santo André, no Barreiro, possivelmente numa tarde de Fevereiro de 2008; Baldafix / ACG Vario - Steinheil-Cassar (câmara de 120mm); Kodak Ektachrome 320-T (película de 35 mm), múltipla exposição, digitalizado a partir de diapositivo revelado através de processo cruzado]

#coloragfa
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2016-06-05

qualquergram 2016-06-04


#paisagemflorestal #forestlandscape #qualquergram #matadamachada #20160604 #barreiro http://ift.tt/1PwvgUd via Instagram @qualquerjanela

2015-10-22

coisas simples 113 + qualquergram

coisas_simples_##

nº.113

uma primeira imagem simples (minha, mas com o Júlio)
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Uma foto publicada por Daniel Barros (@qualquerjanela) a
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comunicado simples:

Desde final de Junho de 2015 que, no Instagram @qualquerjanela, posso dar uso a #hashtags como forma de indicar a data (formato ano-mês-dia), o tema principal (em português e inglês) e a localização geográfica das fotos que faço no quotidiano com o meu telemóvel. Querem exemplos deste tipo de palavra-chave, como se fosse uma base de dados de arquivo histórico? Então... a hashtag inevitável para a cidade do #Barreiro, neste lado do rio Tejo (basicamente, o Blogspot já permitia atribuir labels que funcionam como link directo dentro do blog); a hashtag para andar de #transportepublico e a sua tradução #publictransportation (porque sou utilizador assíduo deste tipo de transportes desde os meus 10 anos de idade); a hashtag musical #transitores2830 (para as experiências sonoras d'Os Transistores, com o Júlio); ou mesmo a hashtag para quando é o Lucas a fotografar: #Lucascolorphoto.

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uma outra imagem simples (um retrato meu, pelo Lucas):

Uma foto publicada por Daniel Barros (@qualquerjanela) a
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ps - já me estava a esquecer das etiquetas com geolocalização do Instagram, como a etiqueta para o Barreiro ou para o Rio Tejo (estranho, geolocalizar assim um rio como se fosse um local... não é? Mas segundo o Instagram, o Rio Tejo está no Cais do Sodré...)
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2015-09-06

coloragfa - TCB-Soyuz




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coloragfa "TCB-Soyuz": analog toy synthesizer (March 2015; direct audio recording).

https://soundcloud.com/coloragfa

This music is licensed under a Creative Commons License 4.0 International [CC BY-NC-ND 4.0]: Attribution – Non Commercial – No Derivatives.

coloragfa - hockenheimbits

[fotografia: viaduto da Recosta, no Barreiro, no final do dia 18 de Março de 2008; Lomo-tainha; Fuji Sensia 100, digitalizado a partir de negativo]

#coloragfa
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2015-06-14

noite de ontem 06-13

Ontem foi noite de 13 de Junho.

Imagens da "noite de ontem" em 2006:



Relâmpagos na noite de 13 para 14 de Junho de 2006, a partir da Verderena, no Barreiro, na direcção sul-norte [imagem em movimento: gif animado a partir de frames de video digital, 3MegaCam]
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2014-11-16

Allan Nohab - N9N14


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Allan Nohab "N9N14": electronic organ, analog drum machine and effect pedal (November 2014; direct audio recording).

https://soundcloud.com/allannohab/

This music is licensed under a Creative Commons License 4.0 International [CC BY-NC-ND 4.0]: Attribution – Non Commercial – No Derivatives.

Allan Nohab - N9N14

[fotografia: automotora na antiga estação ferroviária do Barreiro, no final da tarde de 16 de Abril de 2004; nikon fe10; fuji superia 200, digitalizado a partir de negativo; imagem invertida horizontalmente]

#allannohab
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2013-11-01

coisas simples 107

coisas_simples_##

nº.107

imagens simples:



Barreiro e, do outro lado do rio Tejo, Lisboa: na manhã de 13 de Junho de 2013

[fotos: nokia 300]

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excerto sociológico e/ou paisagístico simples:

«Barreiro se enclava ahí, en la orilla [del rio Tajo] apuesta a Lisboa. Es una ciudad con personalidad, nacida de la industria, de origen obrero, con un puerto rodeado de edificios de bloques de pisos, con muchos jóvenes en las calles, sin el encanto decadentemente poético de la capital, con polideportivos, aparcamientos con grafitis, bonitas puestas de sol, vías de tren que parten por el medio la ciudad, y una tasa de desempleo superior a la media portuguesa, que actualmente roza el 17%.»

[excerto de reportagem de Antonio Jiménez Barca, correspondente em Lisboa do jornal espanhol El Pais, "El comunismo es presente en Portugal", 6 de Outubro de 2013, ]

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nota simples:

200 registos no blogspot: o primeiro em 23 de Novembro de 2004, mas sempre irregular. Para celebrar a irregularidade, o registo fotográfico aqui no blogspot fica igual ao tum-ba-lâ-rre "Quaisquer tentativas": http://quaisquertentativas.tumblr.com/post/65652936335.

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2013-04-24

arquivo #23 (2002-05)

Arquivo pessoal de fotografias
Exemplo #23
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$ Títulos:
Barreiro : 2002-05 #012-18a, #012-16a, e #012-22a


Barreiro : 2002-05 #012-18a Barreiro : 2002-05 #012-16a Barreiro : 2002-05 #012-22a

$ Âmbito e conteúdo:
Zona ribeirinha do Rio Coina entre os moinhos de vento de Alburrica e a Rua Miguel Pais, no Barreiro, na tarde de 1 de Maio de 2002. Ao fundo, na outra margem do rio Coina, o concelho do Seixal.

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Características técnicas:
[Nikon Fe10 / Nikkor 35-70mm; Kodak Tmax 400 (135), digitalizado a partir de negativos]

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2013-04-20

arquivo #22 (2002-05)

Arquivo pessoal de fotografias
Exemplo #22
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$ Títulos:
Barreiro : 2002-05 #012-03a, #012-04a, #012-09a, e #012-05a


Barreiro : 2002-05 #012-03a Barreiro : 2002-05 #012-04a Barreiro : 2002-05 #012-09a

$ Âmbito e conteúdo:
O céu sobre o rio Coina, entre o Seixal e Alburrica, a partir da Rua Miguel Pais, no Barreiro, na tarde de 1 de Maio de 2002.
$
Características técnicas:
[Nikon Fe10 / Nikkor 35-70mm; Kodak Tmax 400 (135), digitalizado a partir de negativos]

Barreiro : 2002-05 #012-05a
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2013-04-19

arquivo #21 (2002-04)

Arquivo pessoal de fotografias
Exemplo #21
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$ Títulos:
Barreiro : 2002-04 #011-16a, #010-18a, #010-19a e #010-23a


Barreiro : 2002-04 #011-16a Barreiro : 2002-04 #011-18a Barreiro : 2002-04 #011-19a Barreiro : 2002-04 #011-23a

$ Âmbito e conteúdo:
Na madrugada do dia 30 de Abril de 2002, no Barreiro:

1) Largo Gago Coutinho e Sacadura Cabral (anteriormente denominado Largo da Alegria, mas conhecido entre os barreirenses como o "Largo do Casal" ou "Largo Casal"), no Barreiro Velho, a partir da escadaria de acesso à sede da Sociedade de Instrução e Recreio Barreirense Os Penicheiros. Ao fundo, a Rua Conselheiro Joaquim António d'Aguiar (anteriormente denominada "Rua de Palhais") e a Travessa da Praia;

2) parque da Avenida Bento Gonçalves, ainda com a configuração original da muralha marginal. Ao fundo, do lado direito, o rio Tejo, Almada, Cacilhas e a Ponte 25 de Abril (denominada Ponte Salazar, entre 1966 e 1974);

3) Lisboa e o rio Tejo, visto a partir da muralha marginal da Avenida Bento Gonçalves. Ao fundo, da esquerda para a direita, distinguem-se o parque florestal de Monsanto, as torres das Amoreiras, a zona verde do Castelo de São Jorge, o edifício do hotel Sheraton, o Mosteiro de São Vicente de Fora, e a Igreja de Santa Engrácia / Panteão Nacional;

4) corredor matinal no parque junto à muralha marginal da Avenida Bento Gonçalves.

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Características técnicas:
[Nikon Fe10 / Nikkor 35-70mm; Kodak Ultra 400 (135), digitalizado a partir de negativos]

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2013-04-18

arquivo #20 (2002-04)

Arquivo pessoal de fotografias
Exemplo #20
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$ Títulos:
Barreiro : 2002-04 #011-10a, #010-11a, #010-15a e #010-20a


Barreiro : 2002-04 #011-10a Barreiro : 2002-04 #011-11a Barreiro : 2002-04 #011-15a Barreiro : 2002-04 #011-20a

$ Âmbito e conteúdo:
Na madrugada do dia 30 de Abril de 2002, no Barreiro:

1) anterior configuração da fachada poente do Mercado Municipal Primeiro de Maio, e o já desaparecido espelho de água da estátuta de Alfredo da Silva, junto ao Parque Catarina Eufémia;

2) pormenor da estátua de Alfredo da Silva (na sua localização original), no centro do Barreiro, junto ao Parque Catarina Eufémia e ao Mercado Municipal Primeiro de Maio. Ao fundo, paragem de autocarro dos TCB - Transportes Colectivos do Barreiro, e antiga padaria da hoje extinta Sociedade de Panificação Sul do Tejo, na Avenida Alfredo da Silva (anteriormente denominada Avenida da Bélgica);

3) casa na Rua Eusébio Leão, situada entre o Parque Catarina Eufémia e a Avenida Almirante Reis (denominada Rua Conselheiro Serra e Moura, até 1974) na fronteira entre o Barreiro Velho e o centro da cidade;

4) e, por último, anterior configuração da muralha marginal junto ao rio Tejo e à Avenida Bento Gonçalves (denominada Avenida Eng.º Duarte Pacheco até 1974, mas conhecida entre os barreirenses como "Avenida da Praia"). Ao fundo, o nascer do sol, o cais do Clube de Vela do Barreiro, os silos da Nutasa, e mais ao longe, o fábrica de óleos da Lusol-Sovena, no antigo complexo industrial da CUF / Quimigal / Quimiparque.

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Características técnicas:
[Nikon Fe10 / Nikkor 35-70mm; Kodak Ultra 400 (135), digitalizado a partir de negativos]

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2013-04-12

arquivo #19 (2002-04)

Arquivo pessoal de fotografias
Exemplo #19
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$ Títulos:
Barreiro : 2002-04 #011-03a e #010-07a


Barreiro : 2002-04 #011-03a Barreiro : 2002-04 #011-07a

$ Âmbito e conteúdo:
Na madrugada do dia 30 de Abril de 2002, no Barreiro:
1) Travessa do Alto de José Ferreira, rua pedonal entre a Rua Miguel Pais e, ao fundo, a Rua Heliodoro Salgado (denominada Rua Prof. Antunes Varela, durante o Estado Novo);
2) ganso no lago do Parque Catarina Eufémia (denominado Parque Dr. Oliveira Salazar, até 1974) e, ao fundo, a Avenida Henrique Galvão (anteriormente denominada Avenida Marechal Carmona, também até 1974).

$
Características técnicas:
[Nikon Fe10 / Nikkor 35-70mm; Kodak Ultra 400 (135), digitalizado a partir de negativos; sem uso de tripé]

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Nota:
a primeira fotografia foi uma das que seleccionei para a exposição individual "Observar a Cidade" (catálogo:pdf).
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2013-04-10

coisas simples 101

coisas_simples_##

nº.101

imagem simples:


Barreiro : 2002-04 #011-02a

Os moinhos de vento de Alburrica, junto ao Rio Coina e Rio Tejo, a partir da Rua Miguel Pais, no Barreiro, na madrugada de 30 de Abril de 2002.

[nikon fe10 ; kodak ultra 400 (135), digitalizado a partir de negativo; fotografia tremida, sem uso de tripé]
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excerto simples:

" - Es como cuando pintas un viejo armario - se queda callada y yo no quiero decir nada para no interrumpirla, a la espera de ver por dónde sale -. Imagina que pintas un viejo armario. Por encima de la vieja capa de pintura blanca le das una capa de pintura marrón, por ejemplo. Pues, con el paso del tiempo olvidarás que en el fondo existe una capa blanca, te acostumbrarás al color marrón y creerás que el armario ha sido marrón siempre. Pero con los años, el armario sufre la humedad, los cambios de temperatura, los golpes, y la capa marrón se acaba descascarillando por algún lado, mostrando en el fondo su antigua piel blanca. Primero te sorprendes, pero luego te dices, es verdad, si este armario era blanco... A las personas nos pasa algo parecido. Con los años, nos vamos dando capas de distintas pinturas, una encima de otra, un acontecimiento encima de otro, y acabamos olvidando el color de la capa del fondo, o, por lo menos, creemos que lo hemos olvidado. Hasta que un día la vida nos da un golpe y, como el armario, la capa más superficial empieza a descascarillarse, se nos caen trozos de pintura seca al suelo y queda a la vista una capa de otro color, del color que un día tuvimos. Y entonces recordamos, igual que con el armario, que el fondo era blanco. Lo habíamos olvidado."

[Karmele Jaio, Las manos de mi madre, trad. Karmele Jaio, ed. Ttarttalo, 2008, p.65 (edição original: 2006, título: Amaren eskuak)]

"- Antzekoa gertatzen da armairu zahar bat margotzen duzunean, adibidez - isilik geratu da une batez, eta Nereak ez du txintik ere esan, izeko nondik irtengo den zain. - Pentsa armairuari pintura zaharraren gainetik beste bat jartzen diozula. Zuriaren gainetik marroia, adibidez. Bada, handik gutxira pentsatzen duzu armairu hori beti izan dela marroia. Ahaztu egiten duzu noizbait zuria izan zela. Baina urteen ondoren, hezetasuna, beroa, hotza, ukituak pairatzen ditu armairuak, eta horien ondorioz gaineko geruzaren zati bat jausten zaio. Pintura zatitxoak jausi eta marroiaren azpian armairuak azal zuria duela ikusten duzu. Lehenengo unean harritu egiten zara, baina gero esaten duzu, arrazoia, egia da, armairu hau zuria zen. Horrela gertatzen zaigu guri ere. Eten gabe ari gara geure burua margotzen, gertakari baten gainean beste bat jartzen, hondoan dagoena ahaztuz edo ahaztu dugula pentsatuz. Baina egun batean kolpea hartzen dugu, eta, armairuari bezala, geruza zatitxoak jausten zaizkigu lurrera, eta agerian geratzen zaizkigu beste geruza batzuk, jatorrizkoak. Eta orduan esaten dugu, bai, egia, armairu hau zuria zen."

[Karmele Jaio, Amaren eskuak, ed. Elkar, 2006, p.82] 

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2013-04-01

coisas simples 99

coisas_simples_##

nº.99

imagem simples:



Verderena, tarde de Março de 2004.

[baldafix / acg vario - steinheil-cassar (câmara de 120 mm) ; ilford delta pro 400 (película de 120 mm), digitalizado a partir de negativo, sobreposição de fotos]

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parágrafos simples:

"Certo dia, em meados de Fevereiro, fui almoçar a Manhattan com o meu editor. O restaurante ficava algures nas West Twenties, e, terminado o almoço, comecei a subir a Eight Avenue na direcção da Thirty-fourth Street, onde tencionava apanhar o metro para voltar a Brooklyn. A cinco ou seis quarteirões do meu destino, aconteceu-me ver Sachs do outro lado da rua. Não posso dizer que me sinto orgulhoso com o meu comportamento, mas, na altura, pareceu-me que fazia sentido. Estava curioso em saber o que é que ele fazia naquelas suas deambulações pela cidade, estava desesperado por saber alguma coisa sobre o modo como ele ocupava os seus dias, e foi por isso que, em vez de o chamar, deixei-me ficar para trás, convenientemente escondido. Estava uma tarde fria, com um céu cheio de nuvens e uma ameaça de neve no ar. Durante umas quantas horas, segui Sachs rua após rua, espiei o meu amigo ao longo dos desfiladeiros que são as ruas de Nova Iorque. Agora que escrevo sobre isto, parece muito pior do que realmente foi, pelo menos em termos do que eu imaginava que estava a fazer. Eu não tinha a menor intenção de o espiar, não sentia o menor desejo de devassar os seus segredos. Não, o que eu buscava era um sinal minimamente animador, uma réstia de optimismo capaz de mitigar a minha inquietação. Dizia para mim mesmo: ele vai surpreender-me; fará qualquer coisa, ou irá a um sítio qualquer, e isso será um índice [sic] seguro de que está a recuperar. Mas duas horas passaram e nada aconteceu. Sachs errava pelas ruas como uma alma perdida, deambulando ao acaso entre a Times Square e Greenwich Village sempre no mesmo ritmo lento e contemplativo, sem nunca se apressar, aparentemente alheio ao sítio onde estava. Dava esmolas a pedintes. Parava para acender mais um cigarro de dez em dez quarteirões. Espreitou os livros numa livraria durante alguns minutos e, a certa altura, tirou um dos meus livros de uma estante e examinou-o com alguma atenção. Entrou numa loja porno e passou um bocado a ver revistas de mulheres nuas. Parou diante da montra de uma loja de artigos electrónicos. Por fim, comprou um jornal, entrou num café na esquina da Bleecker com a MacDougal, e instalou-se a uma mesa. Foi aí que o deixei, no preciso momento em que a empregada se abeirou dele para lhe perguntar o que queria. Achei tudo aquilo tão desolado, tão deprimente, tão trágico, que nem fui capaz de contar a Iris quando cheguei a casa.
(...)
Eu subestimara-o e a história daqueles meses era, afinal, muito mais complicada do que me permitira acreditar. Vinham depois as fotos de Sachs nas ruas de Nova Iorque. Pelos vistos, entre Janeiro e Fevereiro, Maria seguira-o pelas ruas com a sua máquina. Sachs dissera-lhe que queria saber qual era a sensação de ser espiado e Maria fizera-lhe a vontade, ressuscitando um dos seus antigos trabalhos: só que, desta feita, era ao contrário. Sachs desempenhou o papel que ela representara e ela fez de detective privado. Foi com uma dessas cenas que eu me cruzei em Manhattan quando vi Sachs passeando no outro lado da rua. Maria também lá estava e aquilo que eu tinha interpretado como uma prova conclusiva da infelicidade do meu amigo mais não era afinal do que uma brincadeira, um pouco de teatro, uma adaptação um tanto pateta de Spy versus Spy. Só Deus sabe como é que foi possível eu não ter visto Maria naquele dia. Devia estar tão concentrado em Sachs que fiquei cego para tudo o mais. Mas ela viu-me e, quando finalmente me falou nisso no Outono passado, senti-me como se a minha vergonha me tivesse esmagado. Felizmente, não conseguiu tirar nenhuma fotografia em que aparecêssemos os dois. Se tirasse, tudo o que eu pensava e fizera seria desvendado, mas a verdade é que eu sempre o segui de muito longe e Maria nunca conseguiu apanhar-nos aos dois na mesma fotografia."

[Paul Auster, Leviathan, trad. José Vieira de Lima, ed. Asa, 2003, p.139-143 (edição original: 1992, título: Leviathan)]

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2013-03-24

arquivo #15 (2002-03)

Arquivo pessoal de fotografias
Exemplo #15
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$ Títulos:
Barreiro : 2002-03 #009-00 e #009-01

Barreiro : 2002-03 #009-00 Barreiro : 2002-03 #009-01

$ Âmbito e conteúdo:

Zona ribeirinha do Rio Coina, no Barreiro, numa tarde de um dia de Março de 2002:

1) junto à Avenida Batalhão de Sapadores de Caminhos-de-Ferro e estação ferroviária do Barreiro. Ao fundo, duas embarcações da Soflusa (ex - CP, actual Transtejo) acostadas junto ao desactivada estação de transporte fluvial;

2) entre Alburrica e a Rua Miguel Pais. Do lado direito, um dos três moinhos de vento de Alburrica.

$ Características técnicas:
[Nikon Fe10 / Nikkor 35-70mm; Kodak Ultra 400 (135), digitalizado a partir de negativos]

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2013-01-22

coisas simples 97

coisas_simples_##

nº.97

imagem simples:



A Lia, durante a pintura dos móveis do quarto.
Na casa da L., no Barreiro, no dia 28 de Dezembro de 2012.

[foto: nokia 5228]

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citação simples:


"- Yo creo que la ventana servirá para vigilar Balanzategui. Alguien hará guardia en ese tejado del molino.
La Vache qui Rit hizo un gesto de aprobación.
-¡Menos mal! ¡Menos mal que has dado una buena razón! - dijo luego -. Te he puesto a prueba para ver si tienes cabeza o no, ¡y ya lo creo que la tienes! Me alegro, no eres una vaca tonta. De veras que me alegro mucho. Y es que no hay cosa más tonta en este mundo que una vaca tonta."

[Bernardo Atxaga, Memorias de una vaca, trad. Aránzazu Sabán, Ediciones SM, 39.ª edição, 2011, p.49-50 (edição original: 1992, título: Behi euskaldun baten memoriak)]

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2013-01-12

arquivo #14 (2001-10)

Arquivo pessoal de fotografias
Exemplo #14
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$ Título:
Barreiro : 2001-10 #006-24a

Barreiro : 2001-10 #006-24a

$ Âmbito e conteúdo:
Treino de remo, no braço de rio Coina entre a Avenida Batalhão de Sapadores de Caminhos-de-Ferro (estação ferroviária do Barreiro) e Alburrica, numa manhã de um dia de Outubro de 2001. Ao fundo, dois dos três moinhos de vento de Alburrica.

$ Características técnicas:
[Nikon Fe10 / Nikkor 35-70mm; Kodak Ultra 400 (135), digitalizado a partir de negativo, película danificada]

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