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2016-06-07

Coloragfa - Sebastopol

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Coloragfa "Sebastopol": me, an yellow analog synthesizer and the rhythm of my drumMathilde (May 2016; direct audio recording)
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https://soundcloud.com/coloragfa


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This music is licensed under a Creative Commons License 4.0 International [CC BY-NC-ND 4.0]: Attribution – Non Commercial – No Derivatives.

coloragfa - Sebastopol

[fotografia: margem do rio Coina, em Santo André, no Barreiro, possivelmente numa tarde de Fevereiro de 2008; Baldafix / ACG Vario - Steinheil-Cassar (câmara de 120mm); Kodak Ektachrome 320-T (película de 35 mm), múltipla exposição, digitalizado a partir de diapositivo revelado através de processo cruzado]

#coloragfa
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2015-09-06

coloragfa - TCB-Soyuz




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coloragfa "TCB-Soyuz": analog toy synthesizer (March 2015; direct audio recording).

https://soundcloud.com/coloragfa

This music is licensed under a Creative Commons License 4.0 International [CC BY-NC-ND 4.0]: Attribution – Non Commercial – No Derivatives.

coloragfa - hockenheimbits

[fotografia: viaduto da Recosta, no Barreiro, no final do dia 18 de Março de 2008; Lomo-tainha; Fuji Sensia 100, digitalizado a partir de negativo]

#coloragfa
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2014-11-16

Allan Nohab - N9N14


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Allan Nohab "N9N14": electronic organ, analog drum machine and effect pedal (November 2014; direct audio recording).

https://soundcloud.com/allannohab/

This music is licensed under a Creative Commons License 4.0 International [CC BY-NC-ND 4.0]: Attribution – Non Commercial – No Derivatives.

Allan Nohab - N9N14

[fotografia: automotora na antiga estação ferroviária do Barreiro, no final da tarde de 16 de Abril de 2004; nikon fe10; fuji superia 200, digitalizado a partir de negativo; imagem invertida horizontalmente]

#allannohab
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2013-11-12

dia de hoje 11-12

Hoje é dia 12 de Novembro.

Imagens do fim de tarde do "dia de hoje" em 2004:




Terreiro do Paço, durante as obras de construção de túnel do Metropolitano de Lisboa.

[nikon fe10; kodak ultra 400, digitalizado a partir de negativos]
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2013-06-20

arquivo #24 (2002-06)

Arquivo pessoal de fotografias
Exemplo #24
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$ Títulos:
Casa Branca - Évora : 2002-06 #013-03a
e
Évora : 2002-06 #012-13a


Casa Branca - Évora : 2002-06 #013-03a Évora : 2002-06 #013-13a

$ Âmbito e conteúdo:
No final da tarde de 1 de Junho de 2002,
1) durante o trajecto de comboio entre Casa Branca e Évora,
2) e vista da Pedreira do Sul, junto ao apeadeiro ferroviário do Monte das Flores, junto a Évora.

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Características técnicas:
[Nikon Fe10 / Nikkor 35-70mm; Kodak Gold 100 (135), digitalizado a partir de negativos]

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2013-04-24

arquivo #23 (2002-05)

Arquivo pessoal de fotografias
Exemplo #23
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$ Títulos:
Barreiro : 2002-05 #012-18a, #012-16a, e #012-22a


Barreiro : 2002-05 #012-18a Barreiro : 2002-05 #012-16a Barreiro : 2002-05 #012-22a

$ Âmbito e conteúdo:
Zona ribeirinha do Rio Coina entre os moinhos de vento de Alburrica e a Rua Miguel Pais, no Barreiro, na tarde de 1 de Maio de 2002. Ao fundo, na outra margem do rio Coina, o concelho do Seixal.

$
Características técnicas:
[Nikon Fe10 / Nikkor 35-70mm; Kodak Tmax 400 (135), digitalizado a partir de negativos]

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2013-04-20

arquivo #22 (2002-05)

Arquivo pessoal de fotografias
Exemplo #22
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$ Títulos:
Barreiro : 2002-05 #012-03a, #012-04a, #012-09a, e #012-05a


Barreiro : 2002-05 #012-03a Barreiro : 2002-05 #012-04a Barreiro : 2002-05 #012-09a

$ Âmbito e conteúdo:
O céu sobre o rio Coina, entre o Seixal e Alburrica, a partir da Rua Miguel Pais, no Barreiro, na tarde de 1 de Maio de 2002.
$
Características técnicas:
[Nikon Fe10 / Nikkor 35-70mm; Kodak Tmax 400 (135), digitalizado a partir de negativos]

Barreiro : 2002-05 #012-05a
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2013-04-19

arquivo #21 (2002-04)

Arquivo pessoal de fotografias
Exemplo #21
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$ Títulos:
Barreiro : 2002-04 #011-16a, #010-18a, #010-19a e #010-23a


Barreiro : 2002-04 #011-16a Barreiro : 2002-04 #011-18a Barreiro : 2002-04 #011-19a Barreiro : 2002-04 #011-23a

$ Âmbito e conteúdo:
Na madrugada do dia 30 de Abril de 2002, no Barreiro:

1) Largo Gago Coutinho e Sacadura Cabral (anteriormente denominado Largo da Alegria, mas conhecido entre os barreirenses como o "Largo do Casal" ou "Largo Casal"), no Barreiro Velho, a partir da escadaria de acesso à sede da Sociedade de Instrução e Recreio Barreirense Os Penicheiros. Ao fundo, a Rua Conselheiro Joaquim António d'Aguiar (anteriormente denominada "Rua de Palhais") e a Travessa da Praia;

2) parque da Avenida Bento Gonçalves, ainda com a configuração original da muralha marginal. Ao fundo, do lado direito, o rio Tejo, Almada, Cacilhas e a Ponte 25 de Abril (denominada Ponte Salazar, entre 1966 e 1974);

3) Lisboa e o rio Tejo, visto a partir da muralha marginal da Avenida Bento Gonçalves. Ao fundo, da esquerda para a direita, distinguem-se o parque florestal de Monsanto, as torres das Amoreiras, a zona verde do Castelo de São Jorge, o edifício do hotel Sheraton, o Mosteiro de São Vicente de Fora, e a Igreja de Santa Engrácia / Panteão Nacional;

4) corredor matinal no parque junto à muralha marginal da Avenida Bento Gonçalves.

$
Características técnicas:
[Nikon Fe10 / Nikkor 35-70mm; Kodak Ultra 400 (135), digitalizado a partir de negativos]

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2013-04-18

arquivo #20 (2002-04)

Arquivo pessoal de fotografias
Exemplo #20
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$ Títulos:
Barreiro : 2002-04 #011-10a, #010-11a, #010-15a e #010-20a


Barreiro : 2002-04 #011-10a Barreiro : 2002-04 #011-11a Barreiro : 2002-04 #011-15a Barreiro : 2002-04 #011-20a

$ Âmbito e conteúdo:
Na madrugada do dia 30 de Abril de 2002, no Barreiro:

1) anterior configuração da fachada poente do Mercado Municipal Primeiro de Maio, e o já desaparecido espelho de água da estátuta de Alfredo da Silva, junto ao Parque Catarina Eufémia;

2) pormenor da estátua de Alfredo da Silva (na sua localização original), no centro do Barreiro, junto ao Parque Catarina Eufémia e ao Mercado Municipal Primeiro de Maio. Ao fundo, paragem de autocarro dos TCB - Transportes Colectivos do Barreiro, e antiga padaria da hoje extinta Sociedade de Panificação Sul do Tejo, na Avenida Alfredo da Silva (anteriormente denominada Avenida da Bélgica);

3) casa na Rua Eusébio Leão, situada entre o Parque Catarina Eufémia e a Avenida Almirante Reis (denominada Rua Conselheiro Serra e Moura, até 1974) na fronteira entre o Barreiro Velho e o centro da cidade;

4) e, por último, anterior configuração da muralha marginal junto ao rio Tejo e à Avenida Bento Gonçalves (denominada Avenida Eng.º Duarte Pacheco até 1974, mas conhecida entre os barreirenses como "Avenida da Praia"). Ao fundo, o nascer do sol, o cais do Clube de Vela do Barreiro, os silos da Nutasa, e mais ao longe, o fábrica de óleos da Lusol-Sovena, no antigo complexo industrial da CUF / Quimigal / Quimiparque.

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Características técnicas:
[Nikon Fe10 / Nikkor 35-70mm; Kodak Ultra 400 (135), digitalizado a partir de negativos]

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2013-04-12

arquivo #19 (2002-04)

Arquivo pessoal de fotografias
Exemplo #19
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$ Títulos:
Barreiro : 2002-04 #011-03a e #010-07a


Barreiro : 2002-04 #011-03a Barreiro : 2002-04 #011-07a

$ Âmbito e conteúdo:
Na madrugada do dia 30 de Abril de 2002, no Barreiro:
1) Travessa do Alto de José Ferreira, rua pedonal entre a Rua Miguel Pais e, ao fundo, a Rua Heliodoro Salgado (denominada Rua Prof. Antunes Varela, durante o Estado Novo);
2) ganso no lago do Parque Catarina Eufémia (denominado Parque Dr. Oliveira Salazar, até 1974) e, ao fundo, a Avenida Henrique Galvão (anteriormente denominada Avenida Marechal Carmona, também até 1974).

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Características técnicas:
[Nikon Fe10 / Nikkor 35-70mm; Kodak Ultra 400 (135), digitalizado a partir de negativos; sem uso de tripé]

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Nota:
a primeira fotografia foi uma das que seleccionei para a exposição individual "Observar a Cidade" (catálogo:pdf).
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2013-04-10

coisas simples 101

coisas_simples_##

nº.101

imagem simples:


Barreiro : 2002-04 #011-02a

Os moinhos de vento de Alburrica, junto ao Rio Coina e Rio Tejo, a partir da Rua Miguel Pais, no Barreiro, na madrugada de 30 de Abril de 2002.

[nikon fe10 ; kodak ultra 400 (135), digitalizado a partir de negativo; fotografia tremida, sem uso de tripé]
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excerto simples:

" - Es como cuando pintas un viejo armario - se queda callada y yo no quiero decir nada para no interrumpirla, a la espera de ver por dónde sale -. Imagina que pintas un viejo armario. Por encima de la vieja capa de pintura blanca le das una capa de pintura marrón, por ejemplo. Pues, con el paso del tiempo olvidarás que en el fondo existe una capa blanca, te acostumbrarás al color marrón y creerás que el armario ha sido marrón siempre. Pero con los años, el armario sufre la humedad, los cambios de temperatura, los golpes, y la capa marrón se acaba descascarillando por algún lado, mostrando en el fondo su antigua piel blanca. Primero te sorprendes, pero luego te dices, es verdad, si este armario era blanco... A las personas nos pasa algo parecido. Con los años, nos vamos dando capas de distintas pinturas, una encima de otra, un acontecimiento encima de otro, y acabamos olvidando el color de la capa del fondo, o, por lo menos, creemos que lo hemos olvidado. Hasta que un día la vida nos da un golpe y, como el armario, la capa más superficial empieza a descascarillarse, se nos caen trozos de pintura seca al suelo y queda a la vista una capa de otro color, del color que un día tuvimos. Y entonces recordamos, igual que con el armario, que el fondo era blanco. Lo habíamos olvidado."

[Karmele Jaio, Las manos de mi madre, trad. Karmele Jaio, ed. Ttarttalo, 2008, p.65 (edição original: 2006, título: Amaren eskuak)]

"- Antzekoa gertatzen da armairu zahar bat margotzen duzunean, adibidez - isilik geratu da une batez, eta Nereak ez du txintik ere esan, izeko nondik irtengo den zain. - Pentsa armairuari pintura zaharraren gainetik beste bat jartzen diozula. Zuriaren gainetik marroia, adibidez. Bada, handik gutxira pentsatzen duzu armairu hori beti izan dela marroia. Ahaztu egiten duzu noizbait zuria izan zela. Baina urteen ondoren, hezetasuna, beroa, hotza, ukituak pairatzen ditu armairuak, eta horien ondorioz gaineko geruzaren zati bat jausten zaio. Pintura zatitxoak jausi eta marroiaren azpian armairuak azal zuria duela ikusten duzu. Lehenengo unean harritu egiten zara, baina gero esaten duzu, arrazoia, egia da, armairu hau zuria zen. Horrela gertatzen zaigu guri ere. Eten gabe ari gara geure burua margotzen, gertakari baten gainean beste bat jartzen, hondoan dagoena ahaztuz edo ahaztu dugula pentsatuz. Baina egun batean kolpea hartzen dugu, eta, armairuari bezala, geruza zatitxoak jausten zaizkigu lurrera, eta agerian geratzen zaizkigu beste geruza batzuk, jatorrizkoak. Eta orduan esaten dugu, bai, egia, armairu hau zuria zen."

[Karmele Jaio, Amaren eskuak, ed. Elkar, 2006, p.82] 

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arquivo #18 (2002-04)

Arquivo pessoal de fotografias
Exemplo #18
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$ Títulos:
Lisboa : 2002-04 #010-06a


Lisboa : 2002-04 #010-06a

$ Âmbito e conteúdo:
Árvores no jardim entre o Pavilhão Central e o infantário do Campus Alameda, do Instituto Superior Técnico, junto à Avenida Rovisco Pais, numa tarde de Abril de 2002. Ao fundo, o Pavilhão de Química.

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Características técnicas:
[Nikon Fe10 / Nikkor 35-70mm; Kodak Ultra 400 (135), digitalizado a partir de negativo]

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2013-04-08

arquivo #17 (2002-04)

Arquivo pessoal de fotografias
Exemplo #17
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$ Títulos:
Lisboa : 2002-04 #010-00a, #010-01a e #010-05a


Lisboa : 2002-04 #010-00a Lisboa : 2002-04 #010-01a Lisboa : 2002-04 #010-05a

$ Âmbito e conteúdo:
Transição entre espaços urbanos e zonas arborizadas na cidade de Lisboa, numa tarde de Abril de 2002:
1) interior de autocarro da Carris, no Rossio, Praça D. Pedro IV;
2) prédios e árvores no separador central da Avenida Casal Ribeiro, entre a Praça Duque Saldanha e o Largo Dona Estefânia;
3) árvores no jardim entre o Pavilhão Central e o infantário do Campus Alameda, do Instituto Superior Técnico, junto à Avenida Rovisco Pais.

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Características técnicas:
[Nikon Fe10 / Nikkor 35-70mm; Kodak Ultra 400 (135), digitalizado a partir de negativo]

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2013-04-05

coisas simples 100

coisas_simples_##

nº.100

imagem simples:



Fotograma n.º 8 de rolo de película de formato 35 mm, em câmara fotográfica de médio formato, possivelmente em Fevereiro de 2008

[baldafix / acg vario - steinheil-cassar (câmara de 120 mm) ; kodak ektachrome 320-T (película de 35 mm), digitalizado a partir de diapositivo revelado através de processo cruzado]

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discurso simples a adoptar em caso de ruptura de relação amorosa:

"Porque este é o tempo de decisões pessoais importantes, tanto na minha vida, quanto na tua própria vida, creio ser o momento certo para fazermos uma interrupção e iniciarmos uma nova etapa. Tenho a plena consciência do preço que paguei ao longo destes anos, das críticas que me dirigiste e, quero dizê-lo sem rodeios, das razões que por vezes te assistiam. Do julgamento negativo que muitas vezes fizeste quanto à minha participação ou desempenho nesta nossa relação. E sobretudo, da incompreensão quanto às minhas reais motivações, que apenas foram, são, e serão: fazer-te feliz. (...) Ao contrário de ti, sei que só a história julgará, com a objectividade e a distância temporal indispensáveis, a acção de cada um de nós, enquanto amantes. Não pretendo por isso, proceder a qualquer avaliação sobre a minha actuação enquanto teu namorado."

[adaptado a partir de discurso de demissão de membro de governo de democracia parlamentar num país da Europa Meridional, a 4 de Abril de 2013]

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sugestão musical simples:

Paul Simon, “50 Ways to Leave Your Lover”, editado originalmente no álbum Still Crazy After All These Years, ed. Warner Bros., 1975


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2013-04-01

coisas simples 99

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nº.99

imagem simples:



Verderena, tarde de Março de 2004.

[baldafix / acg vario - steinheil-cassar (câmara de 120 mm) ; ilford delta pro 400 (película de 120 mm), digitalizado a partir de negativo, sobreposição de fotos]

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parágrafos simples:

"Certo dia, em meados de Fevereiro, fui almoçar a Manhattan com o meu editor. O restaurante ficava algures nas West Twenties, e, terminado o almoço, comecei a subir a Eight Avenue na direcção da Thirty-fourth Street, onde tencionava apanhar o metro para voltar a Brooklyn. A cinco ou seis quarteirões do meu destino, aconteceu-me ver Sachs do outro lado da rua. Não posso dizer que me sinto orgulhoso com o meu comportamento, mas, na altura, pareceu-me que fazia sentido. Estava curioso em saber o que é que ele fazia naquelas suas deambulações pela cidade, estava desesperado por saber alguma coisa sobre o modo como ele ocupava os seus dias, e foi por isso que, em vez de o chamar, deixei-me ficar para trás, convenientemente escondido. Estava uma tarde fria, com um céu cheio de nuvens e uma ameaça de neve no ar. Durante umas quantas horas, segui Sachs rua após rua, espiei o meu amigo ao longo dos desfiladeiros que são as ruas de Nova Iorque. Agora que escrevo sobre isto, parece muito pior do que realmente foi, pelo menos em termos do que eu imaginava que estava a fazer. Eu não tinha a menor intenção de o espiar, não sentia o menor desejo de devassar os seus segredos. Não, o que eu buscava era um sinal minimamente animador, uma réstia de optimismo capaz de mitigar a minha inquietação. Dizia para mim mesmo: ele vai surpreender-me; fará qualquer coisa, ou irá a um sítio qualquer, e isso será um índice [sic] seguro de que está a recuperar. Mas duas horas passaram e nada aconteceu. Sachs errava pelas ruas como uma alma perdida, deambulando ao acaso entre a Times Square e Greenwich Village sempre no mesmo ritmo lento e contemplativo, sem nunca se apressar, aparentemente alheio ao sítio onde estava. Dava esmolas a pedintes. Parava para acender mais um cigarro de dez em dez quarteirões. Espreitou os livros numa livraria durante alguns minutos e, a certa altura, tirou um dos meus livros de uma estante e examinou-o com alguma atenção. Entrou numa loja porno e passou um bocado a ver revistas de mulheres nuas. Parou diante da montra de uma loja de artigos electrónicos. Por fim, comprou um jornal, entrou num café na esquina da Bleecker com a MacDougal, e instalou-se a uma mesa. Foi aí que o deixei, no preciso momento em que a empregada se abeirou dele para lhe perguntar o que queria. Achei tudo aquilo tão desolado, tão deprimente, tão trágico, que nem fui capaz de contar a Iris quando cheguei a casa.
(...)
Eu subestimara-o e a história daqueles meses era, afinal, muito mais complicada do que me permitira acreditar. Vinham depois as fotos de Sachs nas ruas de Nova Iorque. Pelos vistos, entre Janeiro e Fevereiro, Maria seguira-o pelas ruas com a sua máquina. Sachs dissera-lhe que queria saber qual era a sensação de ser espiado e Maria fizera-lhe a vontade, ressuscitando um dos seus antigos trabalhos: só que, desta feita, era ao contrário. Sachs desempenhou o papel que ela representara e ela fez de detective privado. Foi com uma dessas cenas que eu me cruzei em Manhattan quando vi Sachs passeando no outro lado da rua. Maria também lá estava e aquilo que eu tinha interpretado como uma prova conclusiva da infelicidade do meu amigo mais não era afinal do que uma brincadeira, um pouco de teatro, uma adaptação um tanto pateta de Spy versus Spy. Só Deus sabe como é que foi possível eu não ter visto Maria naquele dia. Devia estar tão concentrado em Sachs que fiquei cego para tudo o mais. Mas ela viu-me e, quando finalmente me falou nisso no Outono passado, senti-me como se a minha vergonha me tivesse esmagado. Felizmente, não conseguiu tirar nenhuma fotografia em que aparecêssemos os dois. Se tirasse, tudo o que eu pensava e fizera seria desvendado, mas a verdade é que eu sempre o segui de muito longe e Maria nunca conseguiu apanhar-nos aos dois na mesma fotografia."

[Paul Auster, Leviathan, trad. José Vieira de Lima, ed. Asa, 2003, p.139-143 (edição original: 1992, título: Leviathan)]

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2013-03-25

arquivo #16 (2002-03)

Arquivo pessoal de fotografias
Exemplo #16
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$ Títulos:
Lisboa : 2002-03 #009-04 e #009-05

Lisboa : 2002-03 #009-04 Lisboa : 2002-03 #009-05

$ Âmbito e conteúdo:
Jardim de Belém, junto à Praça do Império e Mosteiro dos Jerónimos, numa tarde de um dia de Março de 2002.

$ Características técnicas:
[Nikon Fe10 / Nikkor 35-70mm; Kodak Ultra 400 (135), digitalizado a partir de negativos]

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2013-03-24

arquivo #15 (2002-03)

Arquivo pessoal de fotografias
Exemplo #15
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$ Títulos:
Barreiro : 2002-03 #009-00 e #009-01

Barreiro : 2002-03 #009-00 Barreiro : 2002-03 #009-01

$ Âmbito e conteúdo:

Zona ribeirinha do Rio Coina, no Barreiro, numa tarde de um dia de Março de 2002:

1) junto à Avenida Batalhão de Sapadores de Caminhos-de-Ferro e estação ferroviária do Barreiro. Ao fundo, duas embarcações da Soflusa (ex - CP, actual Transtejo) acostadas junto ao desactivada estação de transporte fluvial;

2) entre Alburrica e a Rua Miguel Pais. Do lado direito, um dos três moinhos de vento de Alburrica.

$ Características técnicas:
[Nikon Fe10 / Nikkor 35-70mm; Kodak Ultra 400 (135), digitalizado a partir de negativos]

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2013-01-19

coisas simples 96

coisas_simples_##

nº.96

imagem simples:



João, junto ao Oceano Atlântico, na Costa Vicentina, em Agosto de 2004.

[nikon fe10; fujichrome sensia 100; digitalizado a partir de diapositivo]

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citação simples e traduzida:


“Joseph tirou o chapéu e pousou-o no colo. Tinha o cabelo despenteado e húmido e os olhos cansados. «É boa gente», disse ele. «Estou morto por chegar a casa; e tu?».
«Também.» E disse, de repente: «Há ocasiões, Joseph, em que o amor pelas pessoas é forte e quente como uma grande dor.».
Ele olhou para ela, atónito com a forma que ela dera ao próprio pensamento dele. «Como pensaste tu isso, querida?»
«Não sei. Porquê?»
«Porque era o que eu estava a pensar – e há ocasiões em que as pessoas, os montes, a terra, tudo, tudo menos as estrelas, são uma e a mesma coisa; e o amor de tudo isso é forte como uma tristeza.».
«As estrelas não?»
«Não, as estrelas nunca. As estrelas são sempre uns estranhos – maus, por vezes, mas sempre estranhos. Não sentes o cheiro da erva, Elizabeth? É bom chegar a casa.»
Ela levantou o véu até ao nariz e aspirou longa e sôfregamente. Os sicómoros começavam a ficar amarelos e o chão já se cobrira das primeiras folhas caídas. A parelha meteu pela comprida estrada que escondia o rio e o sol baixava sobre as montanhas, na direcção do mar.”

[John Steinbeck, A Um Deus Desconhecido, trad. Manuel do Carmo, ed. Europa-América, 1971, p.73-74 (edição original: 1933, título: To a God Unknown)]

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“Joseph took off his hat and laid it on his lap. His hair was tangled and damp, and his eyes tired. «They are good people,» he said. «I’ll be glad to get home, won’t you?»
«Yes, I’ll be glad.» And she said suddenly, «There are some times, Joseph, when the love for people is strong and warm like a sorrow.»
He looked quickly at her in astonishment at her statement of his own thought. «How did you think that, dear?»
«I don’t know. Why?»
«Because I was thinking it at that moment – and there are times when the people and the hills and the earth, all, everything except the stars, are one, and the love of them all is strong like a sadness.»
«Not the stars, then?»
«No, never the stars. The stars are always strangers – sometimes evil, but always strangers. Smell the sage, Elizabeth. It’s good to be getting home.»
She raised her veil as high as her nose and sniffed long and hungrily. The sycamores were yellowing and already the ground was thick with the first fallen leaves. The team entered the long road that hid the river, and the sun was low over the seaward mountains.”

[John Steinbeck, To a God Unknown, ed. Penguin Books, 2000, p.58 (edição original: 1933)]

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2013-01-12

arquivo #14 (2001-10)

Arquivo pessoal de fotografias
Exemplo #14
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$ Título:
Barreiro : 2001-10 #006-24a

Barreiro : 2001-10 #006-24a

$ Âmbito e conteúdo:
Treino de remo, no braço de rio Coina entre a Avenida Batalhão de Sapadores de Caminhos-de-Ferro (estação ferroviária do Barreiro) e Alburrica, numa manhã de um dia de Outubro de 2001. Ao fundo, dois dos três moinhos de vento de Alburrica.

$ Características técnicas:
[Nikon Fe10 / Nikkor 35-70mm; Kodak Ultra 400 (135), digitalizado a partir de negativo, película danificada]

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2013-01-11

arquivo #13 (2001-10)

Arquivo pessoal de fotografias
Exemplo #13
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$ Títulos:
Lisboa : 2001-10 #006-15a e #006-22a

Lisboa : 2001-10 #006-15a
Lisboa : 2001-10 #006-22a

$ Âmbito e conteúdo:

1) Troço da Avenida da Liberdade, junto à Praça dos Restauradores, em Lisboa, à hora de almoço de um dia de Outubro de 2001.

2) Troço da Avenida Infante D. Henrique, junto à Praça do Comércio, durante obras de construção do túnel do Metropolitano de Lisboa e correspondente estação do Terreiro do Paço, ao final do mesmo dia. Ao fundo, à direita, a estação fluvial de Sul e Sueste, da Transtejo / Soflusa (sucessora da CP), na altura ainda activa.

$ Características técnicas:
[Nikon Fe10 / Nikkor 35-70mm; Kodak Ultra 400 (135), digitalizado a partir de negativo]

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